Utilização dos cartões de crédito em Portugal recuou para mínimos de três anos, mostra um estudo da MasterCard divulgado hoje.
Os portugueses continuam a ser adeptos dos cartões de débito, enquanto o número e o recurso aos cartões de crédito diminuiu este ano, caindo para os valores mais
baixos desde 2008.
O estudo, intitulado "Comportamento Financeiro dos Particulares em Portugal", indica que "86,8% dos portugueses com mais de 15 anos tem um cartão de débito" e que, do total de entrevistados, 95,6% afirma usá-lo regularmente.
Face a 2010, o número de cartões de débito aumentou 0,4%, sendo que 95,6% dos detentores de cartão de débito admite usá-lo regularmente.
No entanto, os portugueses estão a evitar usar mais do que um cartão de débito: este ano o número médio de cartões utilizados pelos entrevistados foi de 1,42, contra 1,46 em 2010.
Os consumidores portugueses usam os cartões de débito sobretudo para as suas compras diárias de bens de consumo (82,9%, face a 79,3% em 2008).
Já a compra de roupa e calçado, que registou um crescimento contínuo entre 2008 e 2010, caiu 4% este ano.
No entanto, a percentagem de uso dos cartões de débito decresceu em todas as categorias, sugerindo portanto uma ligeira contracção no consumo.
No que respeita aos cartões de crédito, o estudo indica que 30,6% de todos os entrevistados tem um cartão de crédito, uma queda de 1,8 pontos percentuais face a 2010 (32,4%).
No entanto, o uso de cartões de crédito também registou um decréscimo este ano.
"Em 2011, tanto o número de cartões de crédito como o seu uso pelos consumidores portugueses, registaram os níveis mais baixos desde 2008. O decréscimo acumulado no uso de cartões de crédito de 2008 até agora é de -15,1%", segundo o estudo.
Este ano aumentou o uso de cartões de crédito para pagamentos de combustível (subida de 6,1% em relação a 2010) e "férias e viagens" (2,8%), enquanto o uso do crédito para comprar roupas, calçado e jóias caiu 3,7%.
O estudo indica ainda que 88,5% dos inquiridos com mais de 15 anos têm, pelo menos, uma conta bancária.
Quanto à taxa de bancarização, esta é mais elevada na faixa etária dos 25-34 anos (98,3%) e nas áreas do grande Porto (90,1%) e da grande Lisboa (92%).
Mais de metade dos particulares em Portugal afirma concentrar as suas contas bancárias numa única instituição (56,5%).
A amostra do estudo são 3.956 entrevistas realizadas a residentes em Portugal com 15 anos ou mais, entre Março e Junho de 2011.
Onilne, 29 de Novembro de 2011
terça-feira, 29 de novembro de 2011
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Portugueses tiram 292 milhões dos certificados de aforro em Outubro
Desapareceram, desde o início do ano, mais de 3.500 milhões de euros deste produto de poupança do Estado. Baixa rentabilidade é uma das explicações para a fuga de investidores dos certificados de aforro (CA).
De acordo com o Boletim Mensal do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público IGCP), divulgado hoje, no mês passado foram retirados 322 milhões de euros. Ao mesmo tempo, foram investidos 30 milhões.
O saldo líquido voltou a ser negativo, mantendo a tendência desde Março de 2009. Saíram, em termos líquidos, 292 milhões de euros, elevando para 3.548 milhões os resgates desde o início do ano.
A baixa rentabilidade deste produto de poupança é a principal justificação para a saída de investidores. Actualmente, quem subscrever CA irá receber uma taxa de 1,595%, para os próximos três meses.
Mesmo tendo em conta os prémios de permanência, que tornam o investimento mais atractivo, os depósitos a prazo levam vantagem. O juro médio das aplicações praticadas pela banca supera os 4%.
O saldo líquido voltou a ser negativo, mantendo a tendência desde Março de 2009. Saíram, em termos líquidos, 292 milhões de euros, elevando para 3.548 milhões os resgates desde o início do ano.
A baixa rentabilidade deste produto de poupança é a principal justificação para a saída de investidores. Actualmente, quem subscrever CA irá receber uma taxa de 1,595%, para os próximos três meses.
Mesmo tendo em conta os prémios de permanência, que tornam o investimento mais atractivo, os depósitos a prazo levam vantagem. O juro médio das aplicações praticadas pela banca supera os 4%.
Online, 21 de Novembro de 2011
sábado, 19 de novembro de 2011
António Costa quer taxa sobre bombas de combustível para financiar transporte público
O presidente da Câmara de Lisboa defendeu hoje uma taxa sobre bombas de combustível da Grande Lisboa e um encaixe de parte das portagens cobradas à entrada da capital como uma forma de obter receitas para solucionar o financiamento das empresas de transporte público.
António Costa, que falava numa conferência organizada pelo PS sobre transportes públicos na área metropolitana de Lisboa, disse que a única forma de viabilizar o sistema de transporte público, depois de resolvido o passivo das empresas, seria, no caso da Grande Lisboa, o contributo de vários agentes para o seu financiamento.
Entre as várias propostas, o autarca propõe a "taxação especial sobre cada litro de combustível vendido nas bombas da área metropolitana de Lisboa", uma solução que ajudaria, não só o sistema de transportes, mas também desincentivaria a utilização do carro particular.
"É preciso que essa taxa seja aplicada em toda a área metropolitana de Lisboa de forma a que não haja problemas de concorrência entre municípios", disse.
Percentagem das portagens
António Costa defendeu para isso a "renegociação com os concessionários das pontes [25 de Abril e Vasco da Gama] e autoestradas que servem Lisboa de forma a financiarem o sistema público de transportes".
O autarca reafirmou também a intenção de as câmaras municipais terem uma palavra a dizer sobre a gestão das empresas de transporte e acrescentou que, para isso, até "devem contribuir financeiramente".
"É preciso romper com várias lógicas e mentalidades"
Aliás, uma forma de contribuição, segundo António Costa, poderia ser parte do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) recebido pelas autarquias, que, "embora já esteja previsto na lei, o Ministério das Finanças tem grande dificuldade em dizer às autarquias qual a parte correspondente".
Para que estas propostas sejam aplicadas, o presidente da Câmara de Lisboa referiu que "é preciso romper com várias lógicas e mentalidades" de todos os agentes envolvidos.
Criticou ainda o Governo pela forma como está a gerir a reestruturação das empresas públicas de transporte: "O método que o Governo seguiu não foi o bom caminho" e "encomendar um relatório que afinal não está pronto e é apenas um repositório de opiniões ouvidas" não está a ser a melhor solução.
António Costa afirmou também que, para que o sistema de transporte público melhore, é necessário dar "prioridade na mobilidade ao transporte público dentro da área metropolitana de Lisboa", haver um novo "relacionamento entre as empresas de transporte público e as autarquias" e uma "maior eficiência" ao nível dos recursos existentes.
Online,19 de Novembro de 2011
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
“Moeda única parece ter sido um erro”
Economista-chefe da Schroders diz que a zona euro pode ficar reduzida a um núcleo de meia dúzia de países.
A zona euro foi mal construída e, neste momento, não sabe como lidar com a crise de dívida soberana. É esta a opinião de Keith Wade, economista-chefe da Schroders, que acrescenta que a ausência de uma real união política pode resultar na saída de alguns países do euro.
Estamos a assistir a uma ‘germanização' da Europa?
Em muitos aspectos parece que sim, para sair da crise, a Alemanha disse que os países têm de adoptar medidas de austeridade para reduzir os seus défices orçamentais e também aumentar os seus níveis de competitividade. E há alguma verdade nisso, mas o problema é que a melhoria nas contas públicas é muito lenta quando o crescimento é fraco. E a segunda coisa é que a melhoria na competitividade também é muito lenta porque precisamos de reduzir a inflação por um longo período, para baixo dos 2%. E isso é muito difícil de conseguir. Creio que a Alemanha está a impor esta solução, mas não creio que seja sustentável. A Alemanha também se opõe muito à possível adopção de uma estratégia de ‘quantitative easing' pelo BCE mas é claro que nesta altura, a Alemanha é o único país que tem um rating de triple A sustentável e todos têm de ouvir a Alemanha porque é ela que tem de pagar por todos. A Alemanha está a tentar que os governos se comprometam ao máximo ao nível do rigor orçamental e disciplina antes de dizer que o BCE pode fazer algo mais.
E a solução então passa por aí? Uma combinação entre uma maior disciplina orçamental e o BCE a agir?
Sim, acho que as duas coisas têm de actuar juntas, mas o que preocupa a Alemanha é que isto não é uma mesmo solução, porque se o BCE imprime dinheiro e compra obrigações, os países vão pensar que "óptimo, não temos de nos preocupar em conseguir financiamento nos mercados porque podemos aceder ao BCE",... e a Alemanha preocupa-se com isso porque isso iria fazer desaparecer o incentivo pela disciplina orçamental.
Mas acha que o BCE devia começar a imprimir dinheiro? É essa a solução?
É uma solução. Mas só iria resultar no curto prazo. Se o BCE imprimisse dinheiro, isso iria provocar fortes subidas nos mercados e os juros dos países periféricos iriam descer, embora pense que as ‘yields' alemãs iriam subir. Mas no longo prazo não é de todo uma solução, porque significa que todos iriam pensar que é a Europa de sempre, pedem demasiado dinheiro emprestado e quando já não conseguem, imprimem dinheiro para resolver as coisas. No longo prazo a Alemanha tem razão. Não podemos conseguir nada imprimindo dinheiro. É preciso disciplina orçamental e também aumentar os incentivos à competitividade, às empresas competitivas. A Alemanha diz que a grande fonte de crescimento são as empresas a produzirem produtos que as pessoas querem. Apenas imprimir dinheiro não ajuda nisso. No longo prazo não resulta, mas talvez no curto prazo deva ser a solução.
A moeda única foi um erro?
Neste momento parece que sim. Na altura em que se criou a moeda única, muitos economistas e eu disse o mesmo, que quando olhamos para uniões monetárias, elas são bem sucedidas mas para isso é preciso que exista uma união política. Por exemplo, o Reino Unido é uma união monetária - temos a mesma moeda em Inglaterra, Escócia e País de Gales - mas existe uma união política. As pessoas do Reino Unido têm de pagar dinheiro para sustentar as pessoas da Escócia. Mas as pessoas sabem isso e é aceitável. A Europa não tem essa união política e isso é muito importante, porque a Alemanha tem dito que é preciso mais Europa, mas com isso quer dizer mais união política e a razão pela qual diz isso é porque precisa de uma união orçamental que é a única solução para a crise da zona euro. E quando a união monetária foi criada, muitos economistas disseram que se estava a colocar o carro à frente dos bois. Precisam de ter uma união política e orçamental antes de ter uma união monetária.
O euro vai sair da crise mais forte, mais fraco ou vai mesmo desaparecer?
Acho que um dos problemas é que a zona euro juntou muitos países que não estão devidamente integrados e não estão suficientemente preparados. Têm um histórico de inflação, perderam competitividade e ainda tenho dúvidas sobre a sobrevivência do euro no longo prazo, porque mesmo que sobreviva a esta crise, os problemas de competitividade ainda se mantêm. E isso significa que devemos continuar a ter um fraco crescimento económico nos países periféricos por um longo período de tempo. A ideia de um núcleo forte do euro é possivelmente o que teremos no futuro.
Então países como a Grécia devem abandonar a união monetária?
Sim, sim.
E Portugal?
Acho que Portugal tem um longo caminho a percorrer devido ao problema do crescimento económico. Há um risco de, e estou a falar num período de 10 anos, Portugal poder também sair da zona euro. Possivelmente também a Itália. Então ficamos apenas com a Alemanha, os países do Benelux, Áustria e possivelmente a França. É o que vai restar.
E a possibilidade de haver dois grupos dentro da zona euro?
É possível, mas é muito difícil gerir essa situação. Se um país sai do euro isso causa muita turbulência. Mas parece que é isso que a Merkel quer. Temos de nos preparar para dar muito apoio a essas economias. Acho que iriam precisar de muita ajuda porque os países do ‘segundo euro' iriam ficar muito mais fracos.
Qual é o limite do programa de compra de dívida pelo BCE?
Olhando para a situação actual, podemos considerar que o limite será na ordem dos trezentos mil milhões de euros. 300 mil milhões pode ser um limite, mas será o que Angela Merkel disser, talvez...
Online, 18 de Outubro de 2011
A zona euro foi mal construída e, neste momento, não sabe como lidar com a crise de dívida soberana. É esta a opinião de Keith Wade, economista-chefe da Schroders, que acrescenta que a ausência de uma real união política pode resultar na saída de alguns países do euro.
Estamos a assistir a uma ‘germanização' da Europa?
Em muitos aspectos parece que sim, para sair da crise, a Alemanha disse que os países têm de adoptar medidas de austeridade para reduzir os seus défices orçamentais e também aumentar os seus níveis de competitividade. E há alguma verdade nisso, mas o problema é que a melhoria nas contas públicas é muito lenta quando o crescimento é fraco. E a segunda coisa é que a melhoria na competitividade também é muito lenta porque precisamos de reduzir a inflação por um longo período, para baixo dos 2%. E isso é muito difícil de conseguir. Creio que a Alemanha está a impor esta solução, mas não creio que seja sustentável. A Alemanha também se opõe muito à possível adopção de uma estratégia de ‘quantitative easing' pelo BCE mas é claro que nesta altura, a Alemanha é o único país que tem um rating de triple A sustentável e todos têm de ouvir a Alemanha porque é ela que tem de pagar por todos. A Alemanha está a tentar que os governos se comprometam ao máximo ao nível do rigor orçamental e disciplina antes de dizer que o BCE pode fazer algo mais.
E a solução então passa por aí? Uma combinação entre uma maior disciplina orçamental e o BCE a agir?
Sim, acho que as duas coisas têm de actuar juntas, mas o que preocupa a Alemanha é que isto não é uma mesmo solução, porque se o BCE imprime dinheiro e compra obrigações, os países vão pensar que "óptimo, não temos de nos preocupar em conseguir financiamento nos mercados porque podemos aceder ao BCE",... e a Alemanha preocupa-se com isso porque isso iria fazer desaparecer o incentivo pela disciplina orçamental.
Mas acha que o BCE devia começar a imprimir dinheiro? É essa a solução?
É uma solução. Mas só iria resultar no curto prazo. Se o BCE imprimisse dinheiro, isso iria provocar fortes subidas nos mercados e os juros dos países periféricos iriam descer, embora pense que as ‘yields' alemãs iriam subir. Mas no longo prazo não é de todo uma solução, porque significa que todos iriam pensar que é a Europa de sempre, pedem demasiado dinheiro emprestado e quando já não conseguem, imprimem dinheiro para resolver as coisas. No longo prazo a Alemanha tem razão. Não podemos conseguir nada imprimindo dinheiro. É preciso disciplina orçamental e também aumentar os incentivos à competitividade, às empresas competitivas. A Alemanha diz que a grande fonte de crescimento são as empresas a produzirem produtos que as pessoas querem. Apenas imprimir dinheiro não ajuda nisso. No longo prazo não resulta, mas talvez no curto prazo deva ser a solução.
A moeda única foi um erro?
Neste momento parece que sim. Na altura em que se criou a moeda única, muitos economistas e eu disse o mesmo, que quando olhamos para uniões monetárias, elas são bem sucedidas mas para isso é preciso que exista uma união política. Por exemplo, o Reino Unido é uma união monetária - temos a mesma moeda em Inglaterra, Escócia e País de Gales - mas existe uma união política. As pessoas do Reino Unido têm de pagar dinheiro para sustentar as pessoas da Escócia. Mas as pessoas sabem isso e é aceitável. A Europa não tem essa união política e isso é muito importante, porque a Alemanha tem dito que é preciso mais Europa, mas com isso quer dizer mais união política e a razão pela qual diz isso é porque precisa de uma união orçamental que é a única solução para a crise da zona euro. E quando a união monetária foi criada, muitos economistas disseram que se estava a colocar o carro à frente dos bois. Precisam de ter uma união política e orçamental antes de ter uma união monetária.
O euro vai sair da crise mais forte, mais fraco ou vai mesmo desaparecer?
Acho que um dos problemas é que a zona euro juntou muitos países que não estão devidamente integrados e não estão suficientemente preparados. Têm um histórico de inflação, perderam competitividade e ainda tenho dúvidas sobre a sobrevivência do euro no longo prazo, porque mesmo que sobreviva a esta crise, os problemas de competitividade ainda se mantêm. E isso significa que devemos continuar a ter um fraco crescimento económico nos países periféricos por um longo período de tempo. A ideia de um núcleo forte do euro é possivelmente o que teremos no futuro.
Então países como a Grécia devem abandonar a união monetária?
Sim, sim.
E Portugal?
Acho que Portugal tem um longo caminho a percorrer devido ao problema do crescimento económico. Há um risco de, e estou a falar num período de 10 anos, Portugal poder também sair da zona euro. Possivelmente também a Itália. Então ficamos apenas com a Alemanha, os países do Benelux, Áustria e possivelmente a França. É o que vai restar.
E a possibilidade de haver dois grupos dentro da zona euro?
É possível, mas é muito difícil gerir essa situação. Se um país sai do euro isso causa muita turbulência. Mas parece que é isso que a Merkel quer. Temos de nos preparar para dar muito apoio a essas economias. Acho que iriam precisar de muita ajuda porque os países do ‘segundo euro' iriam ficar muito mais fracos.
Qual é o limite do programa de compra de dívida pelo BCE?
Olhando para a situação actual, podemos considerar que o limite será na ordem dos trezentos mil milhões de euros. 300 mil milhões pode ser um limite, mas será o que Angela Merkel disser, talvez...
Online, 18 de Outubro de 2011
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Minístro da Economia e as suas declarações
Vítor Gaspar diz que o PCP e o BE promovem acções que pretendem o fracasso do pacote de ajuda da troika.
O ministro das Finanças acusou o PCP e ao BE de serem os promotores de um eventual fracasso do programa de resgate financeiro. "Permitam-me aqui notar, com desgosto, que são aqueles que repetidamente referem a inevitabilidade do fracasso do programa que mais dividem os portugueses e favorecem, por acções e atitudes, tal desfecho".
Por outro lado, no início da sua primeira intervenção no debate orçamental na generalidade, que hoje arrancou no Parlamento, o ministro das Finanças elogiou o facto de o PS ter anunciado que não iria votar contra o Orçamento do Estado para 2012. "Começo por realçar a importância da posição construtiva assumida pelo Partido Socialista relativamente à proposta do Orçamento do Estado para 2012 no contexto do Programa de Assistência Económica e Financeira. (...) Recordo o facto de nas eleições legislativas passadas cerca de 80% dos portugueses terem votado nos três partidos que subscreveram o programa", disse.
Vítor Gaspar salientou este facto e diz que o apoio alargado "ganhou uma relevância acrescida com as perturbações recentes" e que vivemos "um período de crise e instabilidade única na Europa".
O ministro das Finanças fez ainda questão de frisar, tal como o primeiro-ministro durante a manhã, que tendo em conta a conjuntura económica não existe margem para "folgas ou outros lapsos de concentração".
Por outro lado, no início da sua primeira intervenção no debate orçamental na generalidade, que hoje arrancou no Parlamento, o ministro das Finanças elogiou o facto de o PS ter anunciado que não iria votar contra o Orçamento do Estado para 2012. "Começo por realçar a importância da posição construtiva assumida pelo Partido Socialista relativamente à proposta do Orçamento do Estado para 2012 no contexto do Programa de Assistência Económica e Financeira. (...) Recordo o facto de nas eleições legislativas passadas cerca de 80% dos portugueses terem votado nos três partidos que subscreveram o programa", disse.
Vítor Gaspar salientou este facto e diz que o apoio alargado "ganhou uma relevância acrescida com as perturbações recentes" e que vivemos "um período de crise e instabilidade única na Europa".
O ministro das Finanças fez ainda questão de frisar, tal como o primeiro-ministro durante a manhã, que tendo em conta a conjuntura económica não existe margem para "folgas ou outros lapsos de concentração".
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Portugal paga 655 milhões em comissões
O número foi revelado pelo ministro das Finanças durante o debate do Orçamento rectificativo no Parlamento. Vítor Gaspar respondia a uma pergunta do deputado comunista Honório Novo.
Segundo o ministro, só para este ano as comissões a pagar ascendem a 355 milhões de euros e contribuem para o desvio nas contas que levou o Governo a lançar um imposto sobre o subsídio de Natal.
Em 2012, serão 211 milhões, em 2013, 84 milhões de euros e em 2014, 25 milhões de euros.
O deputado do BE, Pedro Filipe Soares, notou que os 655 milhões a pagar em comissões é o que o Estado vai cortar na Educação em 2012.
Online, 27 de Outubro de 2011
Durão Barroso: Portugal vai "no bom sentido"
O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, disse hoje, em Estrasburgo, que as medidas tomadas por Portugal para combater a crise "vão no bom sentido".
"Pode ver-se que há uma recepção muito favorável ao caminho que Portugal está a tomar, as conclusões [da cimeira que terminou esta madrugada] salientam que Portugal tem tomado medidas que vão no bom sentido e há, portanto, um apoio a essa trajectória", disse José Manuel Durão Barroso.
O líder do executivo europeu participou hoje, em Estrasburgo, num debate sobre o resultado do último Conselho Europeu e cimeira da zona euro.
No fim de uma maratona negocial de quase 10 horas, os líderes europeus e da zona euro, reunidos em Bruxelas, anunciaram esta madrugada a decisão de perdoar à Grécia 50 por cento da sua dívida, ampliar o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) até um bilião de euros e a recapitalização da banca.
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