sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Minístro da Economia e as suas declarações

Vítor Gaspar diz que o PCP e o BE promovem acções que pretendem o fracasso do pacote de ajuda da troika.
O ministro das Finanças acusou o PCP e ao BE de serem os promotores de um eventual fracasso do programa de resgate financeiro. "Permitam-me aqui notar, com desgosto, que são aqueles que repetidamente referem a inevitabilidade do fracasso do programa que mais dividem os portugueses e favorecem, por acções e atitudes, tal desfecho".

Por outro lado, no início da sua primeira intervenção no debate orçamental na generalidade, que hoje arrancou no Parlamento, o ministro das Finanças elogiou o facto de o PS ter anunciado que não iria votar contra o Orçamento do Estado para 2012. "Começo por realçar a importância da posição construtiva assumida pelo Partido Socialista relativamente à proposta do Orçamento do Estado para 2012 no contexto do Programa de Assistência Económica e Financeira. (...) Recordo o facto de nas eleições legislativas passadas cerca de 80% dos portugueses terem votado nos três partidos que subscreveram o programa", disse.

Vítor Gaspar salientou este facto e diz que o apoio alargado "ganhou uma relevância acrescida com as perturbações recentes" e que vivemos "um período de crise e instabilidade única na Europa".

O ministro das Finanças fez ainda questão de frisar, tal como o primeiro-ministro durante a manhã, que tendo em conta a conjuntura económica não existe margem para "folgas ou outros lapsos de concentração".

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Portugal paga 655 milhões em comissões

Nos próximos três anos, Portugal vai pagar 655 milhões de euros em comissões por causa do empréstimo da troika. É o equivalente aos cortes na Educação para 2012.

Vítor Gaspar


O número foi revelado pelo ministro das Finanças durante o debate do Orçamento rectificativo no Parlamento. Vítor Gaspar respondia a uma pergunta do deputado comunista Honório Novo.
Segundo o ministro, só para este ano as comissões a pagar ascendem a 355 milhões de euros e contribuem para o desvio nas contas que levou o Governo a lançar um imposto sobre o subsídio de Natal.
Em 2012, serão 211 milhões, em 2013, 84 milhões de euros e em 2014, 25 milhões de euros.
O deputado do BE, Pedro Filipe Soares, notou que os 655 milhões a pagar em comissões é o que o Estado vai cortar na Educação em 2012.

Online, 27 de Outubro de 2011

Durão Barroso: Portugal vai "no bom sentido"

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, disse hoje, em Estrasburgo, que as medidas tomadas por Portugal para combater a crise "vão no bom sentido".



"Pode ver-se que há uma recepção muito favorável ao caminho que Portugal está a tomar, as conclusões [da cimeira que terminou esta madrugada] salientam que Portugal tem tomado medidas que vão no bom sentido e há, portanto, um apoio a essa trajectória", disse José Manuel Durão Barroso.
O líder do executivo europeu participou hoje, em Estrasburgo, num debate sobre o resultado do último Conselho Europeu e cimeira da zona euro.
No fim de uma maratona negocial de quase 10 horas, os líderes europeus e da zona euro, reunidos em Bruxelas, anunciaram esta madrugada a decisão de perdoar à Grécia 50 por cento da sua dívida, ampliar o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) até um bilião de euros e a recapitalização da banca.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Prémio Nobel da Economia de 2011

O prémio nobel da economia é oficialmente designado como o prémio Sveriges Riksbang de Ciências Económicas em memória de Alfred Nobel estabelecido em 1968. 
Este ano o prémio nobel da economia foi atribuído a dois norte-americanos, Thomas Sargent e Christopher Sims.
Thomas Sargent nasceu em 1943 em Pasadena, Califórnia e é professor na Universidade de Nova Iorque.
Christopher Sims nasceu em 1942 em Washington e é professor na Universidade de Princeton.
Ambos foram premiados pela “pesquisa empírica sobre a causa e o efeito na macroeconomia”. Por terem recebido este prémio nobel, os dois receberam US$ 1,5 milhão.

O trabalho dos dois é bastante importante para distinguir o que é causa e o que é efeito na economia em relação às políticas macroeconómicas adoptadas pelo governo.  A pesquisa destes dois senhores ajuda a entender os efeitos das mudanças sistemáticas de políticas macroeconómicas.
Sargent mostrou como a macroeconómetria estrutural pode ser utilizada para analisar mudanças permanentes na política económica. Esse método pode ser aplicado para estudar relações macroeconómicas quando famílias e empresas ajustam suas expectativas simultaneamente com os desenvolvimentos económicos.
Sims propôs um novo método de identificar e interpretar choques económicos em dados históricos e analisar como tais choques são gradualmente transmitidos para diferentes variáveis económicas. Este desenvolveu um método baseado na chamada auto-regressão vectorial para analisar como a economia é afectada por mudanças temporárias na política económica e outros factores.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A Curva de Lorenz

    A questão da distribuição e repartição de rendimentos numa economia é das mais controversas dentro da teoria económica em geral, sendo a discussão em torno deste tema incentivada pela evidente desigualdade que se verifica na repartição do rendimento a nível mundial.
    O tema em causa leva a que, por um lado, sejam investigadas as causas para a desigualdade existente e, por outro, se encontrem formas adequadas para medir o grau de igualdade ou desigualdade ao nível da distribuição e repartição do rendimento de uma determinada economia pelos indivíduos que a compõem.
    Ao nível da segunda vertente referida, merece especial destaque a contribuição de O. Lorenz através da criação de um instrumento muito utilizado ao qual se atribuiu, tendo em conta o seu autor, a denominação de curva de Lorenz.
    A curva de Lorenz corresponde a uma representação gráfica que deriva da relação entre rendimento e população e que tem como objetivo a avaliação do grau de desigualdade em termos de repartição do rendimento de uma economia pelos seus indivíduos. Mais concretamente, é considerada como eixo vertical a percentagem acumulada de rendimento e como eixo horizontal a percentagem acumulada de população, que é colocada por ordem crescente de rendimento individual. Assim, cada ponto da curva de Lorenz representa o volume de rendimento (y%) auferido pela percentagem acumulada de população correspondente (x% inferior). Deste modo, a situação ideal seria aquela em que todos os indivíduos auferissem precisamente o mesmo volume de rendimento, que daria origem a uma curva de Lorenz coincidente com a bissetriz do gráfico em causa. Por outro lado, se imaginarmos uma situação em que apenas um indivíduo (o último colocado no eixo horizontal) aufere todo o rendimento da economia (pelo que todos os restantes auferem zero de rendimento), teremos a outra situação-limite, de desigualdade total, em que a curva de Lorenz é representada pela linha quebrada constituída pelo eixo horizontal e pela linha vertical com início no ponto de 100% de população acumulada, onde se encontra o indivíduo que absorve neste caso todo o rendimento.
    Na prática, a curva de Lorenz situa-se numa posição intermédia entre as duas situações-limite referidas, sendo que quanto mais se afastar da bissetriz do gráfico maior a desigualdade na repartição do rendimento que representa.
Para além do rendimento de uma economia, a curva de Lorenz pode ser utilizada para representar o grau de igualdade ou desigualdade na distribuição de outros recursos.
    A curva de Lorenz serve ainda de base para o cálculo de um outro indicador utilizado para a avaliação do grau de igualdade ou desigualdade na repartição do rendimento, o coeficiente de Gini. Este coeficiente corresponde ao dobro da área entre a curva de Lorenz representativa de uma determinada situação e a bissetriz do gráfico no qual ela se encontra.







curva de Lorenz. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011. [Consult. 2011-09-27].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$curva-de-lorenz>

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Quais os Tipos de Indicadores, como medida, do desenvolvimento?

Indicadores Simples
Cobre os aspectos parcelares da realidade, aspectos socioculturais, políticos, económicos e demográficos. Estes aspectos encontram-se interligados, havendo dificuldades em separá-los e identifica-los como económicos, socioculturais ou demográficos. Assim, podemos agrupa-los em:
           -económicos: como o PIB per capita, a taxa de inflamação, etc.

         -socioculturais: como as taxas de analfabetismo, de escolaridade feminina, a taxa de alfabetização dos adultos, etc…
           -demográficos: como as taxas de natalidade e mortalidade, a esperança média de vida e a taxa de mortalidade infantil. <!--[endif]-->
        -políticos: como o reconhecimento dos direitos humanos e das crianças.

Indicadores Compostos
Estes incluem um determinado número de indicadores simples que se consideram representativos numa determinada situação. Como por exemplos o IPH, o IDH, o IDG, ect…
 
Índice
Longevidade
Conhecimento
Nível de vida digno
Participação ou exclusão
IDH
Índice de Desenvolvimento Humano
Esperança de vida à nascença
- Taxa de alfabetização de adultos
- Taxa de escolarização bruta combinada dos ensinos primário, secundário e superior
PIB per capita (dólares PPC)
IPH – 1
Índice de Pobreza Humana para Países em Desenvolvimento

Probabilidade à nasceça de não viver até aos 40 anos
- Taxa de analfabetismo de adultos
Privação no aprovisionamento económico, medido por:
- Percentagem de pessoas sem acesso sustentável a uma fonte de água adequada
- Percentagem de crianças menores de cinco anos com peso deficiente para a idade
IPH – 2
Índice de Pobreza Humana para Países da OCDE de Rendimento Elevado
Probabilidade à nascença de não viver até aos 60 anos
- Percentagem de adultos que são funcionalmente analfabetos
Percentagem de pessoas que vivem abaixo da linha de privação de rendimento (50% da mediana do rendimento disponível ajustado das famílias)
Taxa de desemprego de longa duração (12 meses ou mais)
IDG
Índice de Desenvolvimento Ajustado ao Género
Esperança de vida à nascença feminina e masculina
- Taxa de alfabetização de adultos, feminina e masculina
- Taxa de escolarização bruta combinada, feminia e masculina, dos ensinos primário, secundário e superior
Rendimentos auferidos estimados, feminino e masculino

IDH - Índice de Desenvolvimento Humano

O Índice de Desenvolvimento Humano é composto pelos indicadores de esperança média de vida, taxa de alfabetização de adultos, taxa de escolaridade bruta combinada e o PIB per capita em dólares ppc (paridade per capita).

Posição
País
Valor do
IDH 2010
Desenvolvimento humano muito alto
1
Noruega
0.938
2
Austrália
0.937
3
Nova Zelândia
0.907
4
Estados Unidos
0.902
5
Irlanda
0.895
6
Liechtenstein
0.891
7
Holanda
0.890
8
Canadá
0.888
9
Suécia
0.885
10
Alemanha
0.885
11
Japão
0.884
12
Coreia do Sul
0.877
13
Suíça
0.874
14
França
0.872
15
Israel
0.872
16
Finlândia
0.871
17
Islândia
0.869
18
Bélgica
0.867
19
Dinamarca
0.866
20
Espanha
0.863
21
Hong Kong, China (RAE)
0.862
22
Grécia
0.855
23
Itália
0.854
24
Luxemburgo
0.852
25
Áustria
0.851
26
Reino Unido
0.849
27
Singapura
0.846
28
República Tcheca
0.841
29
Eslovênia
0.828
30
Andorra
0.824
31
Eslováquia
0.818
32
Emirados Árabes Unidos
0.815
33
Malta
0.815
34
Estônia
0.812
35
Chipre
0.810
36
Hungria
0.805
37
Brunei
0.805
38
Qatar
0.803
39
Bahrein
0.801
40
Portugal
0.795
41
Polônia
0.795
42
Barbados
0.788
Desenvolvimento humano alto
43
Bahamas
0.784
44
Lituânia
0.783
45
Chile
0.783
46
Argentina
0.775
47
Kuait
0.771
48
Letônia
0.769
49
Montenegro
0.769
50
Romênia
0.767
51
Croácia
0.767
52
Uruguai
0.765
53
Líbia
0.755
54
Panamá
0.755
55
Arábia Saudita
0.752
56
México
0.750
57
Malásia
0.744
58
Bulgária
0.743
59
Trinidad e Tobago
0.736
60
Sérvia
0.735
61
Belarus
0.732
62
Costa Rica
0.725
63
Peru
0.723
64
Albânia
0.719
65
Rússia
0.719
66
Cazaquistão
0.714
67
Azerbaijão
0.713
68
Bósnia-Herzegóvina
0.710
69
Ucrânia
0.710
70
Irã
0.702
71
Macedônia
0.701
72
Maurício
0.701
73
Brasil
0.699
74
Geórgia
0.698
75
Venezuela
0.696
76
Armênia
0.695
77
Equador
0.695
78
Belize
0.694
79
Colômbia
0.689
80
Jamaica
0.688
81
Tunísia
0.683
82
Jordânia
0.681
83
Turquia
0.679
84
Argélia
0.677
85
Tonga
0.677
Desenvolvimento humano médio
86
Fiji
0.669
87
Turcomenistão
0.669
88
República Domenicana
0.663
89
China
0.663
90
El Salvador
0.659
91
Sri Lanka
0.658
92
Tailândia
0.654
93
Gabão
0.648
94
Suriname
0.646
95
Bolívia
0.643
96
Paraguai
0.640
97
Filipinas
0.638
98
Botsuana
0.633
99
Moldova
0.623
100
Mongólia
0.622
101
Egito
0.620
102
Uzbequistão
0.617
103
Micronésia
0.614
104
Guiana
0.611
105
Namíbia
0.606
106
Honduras
0.604
107
Maldivas
0.602
108
Indonésia
0.600
109
Quirguistão
0.598
110
África do Sul
0.597
111
Síria
0.589
112
Tadjiquistão
0.580
113
Vietnã
0.572
114
Marrocos
0.567
115
Nicarágua
0.565
116
Guatemala
0.560
117
Guiné Equatorial
0.538
118
Cabo Verde
0.534
119
Índia
0.519
120
Timor-Leste
0.502
121
Suazilândia
0.498
122
Laos
0.497
123
Ilhas Salomão
0.494
124
Camboja
0.494
125
Paquistão
0.490
126
Congo
0.489
127
São Tomé e Príncipe
0.488
Desenvolvimento humano baixo
128
Quênia
0.470
129
Bangladesh
0.469
130
Gana
0.467
131
Camarões
0.460
132
Mianmar
0.451
133
Iêmen
0.439
134
Benin
0.435
135
Madagáscar
0.435
136
Mauritânia
0.433
137
Papua-Nova Guiné
0.431
138
Nepal
0.428
139
Togo
0.428
140
Ilhas Comores
0.428
141
Lesoto
0.427
142
Nigéria
0.423
143
Uganda
0.422
144
Senegal
0.411
145
Haiti
0.404
146
Angola
0.403
147
Djibuti
0.402
148
Tanzânia
0.398
149
Costa do Marfim
0.397
150
Zâmbia
0.395
151
Gâmbia
0.390
152
Ruanda
0.385
153
Maláui
0.385
154
Sudão
0.379
155
Afeganistão
0.349
156
Guiné
0.340
157
Etiópia
0.328
158
Serra Leoa
0.317
159
República Centro-Africana
0.315
160
Mali
0.309
161
Burkina Fasso
0.305
162
Libéria
0.300
163
Chade
0.295
164
Guiné-Bissau
0.289
165
Moçambique
0.284
166
Burundi
0.282
167
Níger
0.261
168
República Democrática do Congo
0.239
169
Zimbábue
0.140
Desenvolvidos
OCDE
0.879
Não-OCDE
0.844
Em desenvolvimento
Estados Árabes
0.588
Leste asiático e Pacífico
0.643
Europa e Ásia Central
0.702
América Latina e Caribe
0.704
Sul da Ásia
0.516
África Subsaariana
0.389
Desenvolvimento humano muito alto
0.878
Desenvolvimento humano alto
0.717
Desenvolvimento humano médio
0.592
Desenvolvimento humano baixo
0.393
Países menos desenvolvidos
0.386
Mundo
0.624